Em direção à meta prometida

 

A queda das cotações do petróleo e o seu reflexo no preço dos combustíveis é sempre uma boa notícia para os consumidores e para a economia em geral. Já para uma empresa petrolífera que vive cada vez mais da exploração e produção de petróleo – como é o caso da Galp Energia – é um desafio.
 

Mas é precisamente nestas alturas que se torna evidente a importância de se ter um rumo bem definido que, no caso da Galp Energia, passou pelo reforço da presença nas várias fases da cadeia de valor do petróleo e do gás, desde a exploração até à entrega do produto ao consumidor final. Um passo fundamental dessa estratégia foi uma aposta inequívoca das atividades ligadas à exploração e produção de petróleo, que até há poucos anos tinha um peso pouco mais que residual na carteira de negócios da empresa. Essa aposta prossegue hoje a todo o gás, com investimentos previstos de cerca de 6 a 7 mil milhões de euros até 2019, essencialmente nos projetos de exploração e produção de petróleo e gás natural no pré-sal brasileiro, de gás natural em Moçambique e no desenvolvimento dos projetos em Angola. É esta aposta, e o crescimento acelerado da produção que daí resulta, que permite compensar a quebra de receitas decorrente da descida do preço do barril. O projeto-bandeira nesta área é o Lula/Iracema, a cerca de 300 km da costa do Rio de Janeiro, que conta neste momento com três unidades flutuantes de produção, armazenamento e descarga de petróleo em funcionamento. Estas unidades – mais conhecidas pela sigla FPSO – são a Cidade Angra dos Reis, Cidade de Paraty e Cidade de Mangaratiba. Durante o desenvolvimento do projeto, outras sete juntar-se-ão a elas. Para além destas unidades existem complexos sistemas e instalações submersos que, dois quilómetros abaixo da superfície do mar, ligam cada uma das FPSO aos poços produtores, que chegam a ultrapassar os 7.000 metros de profundidade. E também gasodutos com centenas de quilómetros de extensão que fazem a ligação a terra para escoar o gás natural extraído. Ainda no pré-sal brasileiro, os projetos de Iara, Carcará e Júpiter, que se encontram em fase de avaliação e pré-desenvolvimento, absorverão uma fatia considerável do investimento. O objetivo é caracterizar os reservatórios em que a Galp Energia participa, avaliar com rigor os recursos presentes em cada um deles, delinear a estratégia e os processos mais eficazes para os extrair, contratar e operar todos os equipamentos necessários para os colocar em produção. Cada um destes projetos tem uma dimensão e complexidade enorme e o principal desafio da Galp Energia e dos seus parceiros nos próximos anos é executá-los dentro dos prazos e dos orçamentos. E assim, chegar a um crescimento anual médio da produção de petróleo e gás da Galp Energia entre 25%–30% no período 2014 a 2020, uma taxa ímpar no setor.

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